quinta-feira, 30 de julho de 2015

Depois


Depois de ouvir a palestra esclarecedora, cultive-a junto dos companheiros ausentes.
Ensinamento ouvido, riqueza de aprendizado.
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Depois da notícia edificante, transmita-a sem demora aos irmãos carecentes de estímulo.
Ânimo levantado, rendimento em serviço.
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Depois de ler a publicação doutrinária, passe-a adiante, clareando outras consciências.
Palavra escrita, ideia gravada.
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Depois de entender as frases do livro edificante, imprima-a no próprio verbo.
Estudo assimilado, conversação enobrecida.
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Depois de reconhecer o próprio erro, conserve a experiência, divulgando-a no instante oportuno.
Queda de alguém, apelo a muitos.
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Depois de observar o acontecimento digno de atenção, saliente o aviso que ficou.
Fato proveitoso, lição da vida.
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Depois de substituir o objeto usado por outro novo, conduza-o a mãos em maiores necessidades.
Traste velho na frente, auxílio na retaguarda.
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Depois de um dia, de uma tarefa, de uma crise, de uma enfermidade, de uma viagem ou de um encontro, algo se modifica em nosso espírito, para melhor, e devemos ofertar aos outros o melhor ao nosso alcance, sem deixar qualquer auxílio para depois.
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André Luiz
Chico Xavier 





quarta-feira, 29 de julho de 2015

O Lugar Certo




O sol já ia alto quando ele, cansado, tirou o chapéu e limpou o suor que escorria pelo rosto.
Apoiou o braço sobre o cabo da enxada e se deteve a olhar ao redor por alguns instantes. Ao longo podia-se ver a rodovia que cruzava as plantações e ele avistou um ônibus.

 

Imediatamente pensou consigo mesmo: vida boa deve ser a daquele motorista, que trabalha sentado e sem muito esforço.
Conduz muita gente a vários destinos, não toma chuva nem sol e ainda, de quebra, deve ouvir uma música para se distrair.

De fato, o motorista trabalha sentado e não está sujeito a intempéries. Todavia, o motorista de ônibus, ao ser ultrapassado por um carro, começou a pensar de si para consigo: vida boa mesmo deve ser a desse executivo: dirige um carrão de luxo, não tem patrão para lhe cobrar horários, nem tem que passar dias na estrada como eu, longe de casa e da família.



No entanto, logo a frente, o executivo pensava em como era difícil a sua carreira diária: as preocupações com os negócios, as viagens longas, as reuniões intermináveis, o salário dos empregados no final do mês, os impostos, aplicações, investimentos, e outras tantas coisas para resolver.

Mergulhado em seus pensamentos, olhou para o céu e avistou um avião que cruzava os ares.



 

 Disse como quem tinha certeza: vida boa é desse piloto de avião, pois conhece o mundo inteiro de graça, não precisa enfrentar esse trânsito infernal e o salário é compensador.

Dentro da cabine da aeronave estava um homem a pensar nos seus próprios problemas: como é dura a vida que eu levo: passo semanas longe da esposa, filhos e amigos; vivo mais tempo no ar do que no solo e, para agravar, estou sempre preocupado com as centenas de pessoas que viajam sob a minha responsabilidade.

Neste instante, um ponto escuro no solo lhe chamou atenção. Observou atentamente e percebeu que era um homem trabalhando na lavoura.
  

Exclamou para si com certa melancolia: Ah! Como eu gostaria de estar no lugar daquele homem, trabalhando tranquilamente em meio a vegetação e ouvindo o canto dos pássaros, sem maiores preocupações e, ao final do dia, voltar para casa, abraçar a esposa e os filhos, jantar e repousar serenamente ao lado daqueles que tanto amo. Isso sim é que é uma vida boa!
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Autor desconhecido

Deus sabe qual é o melhor lugar para cada um de seus filhos, do que necessitamos para evoluir e que lições devemos aprender. Por essa razão, todos nós estamos no lugar correto, com as pessoas certas.


terça-feira, 28 de julho de 2015

Não esqueça o principal




Conta a lenda que certa mulher pobre com uma criança no colo, passando diante de uma caverna escutou uma voz misteriosa que lá dentro lhe dizia:

"Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça do principal. Lembre-se, porém, de uma coisa: Depois que você sair, a porta se fechará para sempre. Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal...."

A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no seu avental. A voz misteriosa falou novamente: "Você só tem oito minutos."

Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou... Lembrou-se, então, que a criança ficara lá e a porta estava fechada para sempre!

A riqueza durou pouco e o desespero, sempre. O mesmo acontece, as vezes, conosco. Temos uns oitenta anos para viver,
neste mundo, e uma voz sempre nos adverte:

"Não se esqueça do principal!"

E o principal são os valores espirituais, a oração, a vigilância, a família, os amigos, a vida! Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais os fascinam tanto que o principal vai ficando sempre de lado...

Assim, esgotamos o nosso tempo aqui, e deixamos de lado o essencial:

"Os tesouros da alma!"

Que jamais nos esqueçamos que a vida, neste mundo, passa rápido e que a morte chega de inesperado. E quando a porta desta vida se fechar para nós, de nada valerá as lamentações.

Portanto, que jamais esqueçamos do principal!
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Estórias de Sabedoria